Segunda-feira, Junho 30, 2008

Truques velhos



Truques velhos, que já têm barbas, são os que o secretário-geral do PS e primeiro-ministro utiliza para fazer esquecer o compromisso do PS, quando estava na oposição, de revogar o Código do Trabalho de Bagão Félix.
A acusação de “embuste monumental” pode ser devolvida aos que pretendem apresentar este Código do Trabalho como bom para os trabalhadores.

Escrito por manuelmgaio em 20:36:11 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, Junho 26, 2008

Comem muito queijo …



Quem ouvir falar Manuela Ferreira Leite ou José Sócrates, fica naturalmente convencido que nunca tiveram qualquer responsabilidade pelas políticas de governos anteriores, como membros do governo ou mesmo como deputados.

Lendo as declarações de Vieira da Silva sobre o novo (recauchutado e agravado) Código do Trabalho, ninguém se atreveria a pensar que o próprio, como deputado, na oposição, comprometeu solenemente o seu partido, mal fosse governo, a anular a legislação laboral aprovada pelo governo PSD/CDS porque a considerava altamente lesiva dos interesses dos trabalhadores.
Os que assistiram hoje na Assembleia da República às declarações do PS, classificando como “demagógicas” e “sem interesse” as medidas apresentadas pelo PCP para combater a crise, não reconheceriam neste PS as promessas eleitorais e as propostas que fez enquanto esteve na oposição. Mas, pior ainda, não compreenderiam como foi possível o PS chumbar a proposta de aumento intercalar para os funcionários públicos quando foi exactamente José Sócrates a garantir, motu próprio, que este ano “os funcionários públicos não voltariam a perder poder de compra”!

Só consigo uma explicação para esta tão flagrante perda de memória: comem muito queijo!


Escrito por manuelmgaio em 23:45:05 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, Junho 25, 2008

Foge-lhes a boca para a verdade



Charles Black  (the McCain senior advisor and Washington mega-lobbyist) terá dito “que o seu chefe poderia sair beneficiado em caso de um ataque terrorista semelhante ao que atingiu os Estados Unidos no dia 11 de Setembro de 2001, antes das eleições de Novembro.

Segundo o Público (aqui), estas declarações já terão obrigado a um pedido de desculpa.
Sabendo-se que o 11 de Novembro serviu de catalizador para potenciar a política agressiva da administração americana, a sinceridade de Charles Black comprova como o “complexo militar-industrial” se alimenta da instabilidade e do terror.


Escrito por manuelmgaio em 00:28:40 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, Junho 24, 2008

Guantanamo


Esclarecendo que a peça tinha sido submetida à censura dos serviços militares americanos, a SIC, em noite de S. João, apresentou a anunciada reportagem especial sobre Guantanamo, onde estarão detidos “os homens mais perigosos do mundo” – embora, na minha opinião, os homens mais perigosos do mundo andem à solta e à-vontade.

Foi uma reportagem “soft”, como os martelinhos de S. João que batem mas não magoam.

Não era necessário ir à Guantanamo: o que se sabe através de denúncias, de inúmeros testemunhos, relatórios e documentos tornados públicos, é suficiente para acusar a administração americana de grave violação sistemática dos direitos humanos, de violação do direito internacional e do próprio direito americano, com a benevolência e/ou a cumplicidade de governos de outros países.

Uma simples busca na Internet permite recolher muito mais informação do que aquela que a SIC nos transmitiu.

Escrito por manuelmgaio em 15:58:20 | Link permanente | Comments (0) |

Domingo, Junho 22, 2008

O Plano B



Lembro-me de ter visto uma espécie de Código do Chefe que estabelecia, entre outras, as seguintes regras:

O chefe tem sempre razão;

Na hipótese altamente improvável do chefe não ter razão, aplica-se o disposto no artigo anterior.

Será esta a regra que os subscritores do famigerado Tratado de Lisboa querem aplicar perante o “não” da Irlanda?

Seria este o sentido da declaração de Durão Barroso sobre a inexistência do Plano B?

Para que serviria um Plano B quando parecem decididos a impor uma constituição europeia que já foi rejeitada em anteriores referendos e voltou a ser rejeitada agora pela Irlanda?

Escrito por manuelmgaio em 17:58:53 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira, Junho 20, 2008

A crise internacional vigente


“Tempos de fartura para os senhores e de escassez para vilões e pobres” (Fernão Lopes)

 Pelo que se vê, já é assim há muito tempo!



Escrito por manuelmgaio em 18:10:57 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, Junho 19, 2008

A Europa de alguns

A caricatura peca por não indicar quem se esconde atrás dos eurocratas e dos políticos que estão a construir esta Europa à margem dos povos e até contra eles

Mas,

afirmar que estão contra a Europa os que contestam o Tratado de Lisboa, vale o mesmo que afirmar que estão contra Portugal os que rejeitam a legislação laboral deste governo.

E vice-versa!

Escrito por manuelmgaio em 23:48:32 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, Junho 18, 2008

A humanidade superior



A humanidade superior da Europa (ou os dez mil de cima), como lhes chamaria Eça, pode já não possuir castelos mas continua a sentir-se feudalmente possuidora dos destinos dos povos e perante o “não” irlandês parece pensar como o banqueiro Matt:

- "Somos os donos do país, possuímos o capital e também a terra, todos os demais formam uma massa influenciável e que se pode comprar; por isso não têm direito a nenhum poder".

Escrito por manuelmgaio em 19:35:19 | Link permanente | Comments (0) |

Segunda-feira, Junho 16, 2008

De cabeça perdida




E eu a pensar que o exercício de um qualquer cargo político era uma espécie de serviço cívico… afinal, isso de carreira política deve incluir algo de mais substancial, tanto é o desvario que por aí vai com o “não” da Irlanda. Até parece que há muito mais gente com a carreira política comprometida, a perder o verniz democrático e a esquecer a “Europa dos Cidadãos”.
Apenas um exemplo:
Umas vírgulas mais no tratado, se necessário for, para aliviar orgulhos e expectativas frustradas, e os irlandeses ultrapassarão o seu próprio embaraço, como já aconteceu com o tratado de Nice. Se assim não for, paciência. Joyce e Beckett não deixarão de fazer parte do património europeu.”

Escrito por manuelmgaio em 23:17:29 | Link permanente | Comments (0) |

Domingo, Junho 15, 2008

Nas costas dos outros vejo as minhas …



Como português, pelo que li e ouvi de alguns dos principais responsáveis deste país, fico a saber como seria respeitado o voto popular, se o PS tivesse cumprido a promessa eleitoral de referendo e o “não” tivesse vencido.



Escrito por manuelmgaio em 17:46:41 | Link permanente | Comments (0) |
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