
Esclarecendo que a peça tinha sido submetida à censura dos serviços militares americanos, a SIC, em noite de S. João, apresentou a anunciada reportagem especial sobre Guantanamo, onde estarão detidos “os homens mais perigosos do mundo” – embora, na minha opinião, os homens mais perigosos do mundo andem à solta e à-vontade.
Foi uma reportagem “soft”, como os martelinhos de S. João que batem mas não magoam.
Não era necessário ir à Guantanamo: o que se sabe através de denúncias, de inúmeros testemunhos, relatórios e documentos tornados públicos, é suficiente para acusar a administração americana de grave violação sistemática dos direitos humanos, de violação do direito internacional e do próprio direito americano, com a benevolência e/ou a cumplicidade de governos de outros países.
Uma simples busca na Internet permite recolher muito mais informação do que aquela que a SIC nos transmitiu.