Chapéus há muitos!

Eduardo Correia, ao DN (aqui), sobre o novo partido, Movimento Mérito e Solidariedade.



“Facilitar despedimentos é bom para trabalhadores” era ontem o título clarificador da posição editorial do DN. Esclarecia-se no texto que a actual lei laboral “é a mãe da actual situação em que 20% dos trabalhadores por conta de outrem são precários”.
Na verdade, com a liberalização dos despedimentos -eufemísticamente chamada de flexigurança- não mais teríamos cerca de 1 milhão de trabalhadores precários: passavam todos a precários!
Aproxima-se o 1ºde Maio e, mais uma vez, os trabalhadores portugueses vão saber “agradecer” estas simpáticas declarações de preocupação pelos seus direitos.

Perante o constante aumento de reclamações dos clientes bancários e de serviços financeiros e apesar dos “espiões” (aqui) e do “Relatório se Supervisão Comportamental 2007” do Banco de Portugal (aqui), não deixa de ser chocante e elucidativo o contraste entre a legislação laboral e a desregulamentação e permissividade em relação ao capital.

Ontem no Porto e hoje em Lisboa, apesar do mau tempo, milhares de trabalhadores manifestaram-se contra o agravamento da legislação laboral, numa altura em que o desemprego, a precariedade, a redução do poder de compra e a miséria – em resumo, a exploração - atingem níveis insuportáveis.
Mas importante, verdadeiramente importante é o futebol e saber quem ganha a taça!


Berlusconi regressa com maioria absoluta.

Das pastas para as postas … era o que se dizia antes do 25 de Abril e, pelo que se vê, volta a dizer-se novamente. Pelo menos foi essa a denúncia apresentada na Assembleia da República (aqui).
Esta denunciada promiscuidade entre o poder económico e o poder político, confrontada com os enormes lucros do capital financeiro e das principais empresas e o rápido empobrecimento da largas camadas da população, dá-nos a ideia clara de como o poder económico comanda hoje os destinos deste país.

... na luta contra a injustiça, a discriminação, por uma sociedade diferente?