No blog “Arrastão”, sob o título “Orgulhosamente sós”, escreveu Daniel Oliveira:
“Com todos as restantes tendências a defender a filiação da CGTP na Confederação Sindical Internacional, a maior central sindical do Mundo, o PCP impôs à Intersindical o isolamento. Depois de durante anos ter enfiado a CGTP numa organização internacional dominada pelos sindicatos do Leste da Europa, que nunca fizeram uma greve ou um combate político pelos seus trabalhadores (a Federação Sindical Mundial, que hoje agrupa sindicatos da Síria, Cuba, Coreia do Norte, Vietname ou Bielorrússia), o PCP continua a não aceitar a mudança dos tempos e a manter a CGTP refém da sua cegueira. 112 delegados votaram a favor da integração na CSI, mas a disciplina de voto entre os militantes do PCP falou mais alto.”
Todavia, como é do conhecimento público e esclareceu ao DN José Ernesto Cartaxo, dirigente da CGTP:
“Há uma preocupação que esteve sempre na nossa opção de não filiação que é a de salvaguardar a unidade do movimento sindical português. Isto é muito importante. Em tempos a FSM (que perdeu muita influência com o fim do bloco de leste) tinha uma força muito maior e havia todas as condições para nos filiarmos nela mas existia quem não estivesse de acordo. Para respeitarmos as várias sensibilidades, não nos filiámos em nenhuma. É isso que continuamos a defender.
E os números falam por si:
A filiação na Confederação Sindical Internacional foi realmente defendida por 112 delegados, cerca de 13% dos delegados ao Congresso da CGTP.
Tal como os factos:
A FSM (aqui) além dos sindicatos dos países referidos no “Arrastão” agrupa também sindicatos de muitos outros países como, por exemplo, Espanha, França Suiça, Itália, Grécia, Chipre, Índia, Peru, Austrália, Venezuela, Brasil Colômbia, etc., que DO se esqueceu de citar.