Sábado, Junho 30, 2007

Carta aberta à blogosfera portuguesa

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Caros bloguistas,

Para além de divergências ideológicas e opiniões pessoais, parece ser perfeitamente consensual e moralmente inatacável exigir-se que o futuro de Portugal seja discutido com os portugueses e que as promessas eleitorais sejam cumpridas com lealdade.

Se pensarmos assim, será lógico exigir que este governo cumpra o seu compromisso eleitoral, informe e explique claramente qual é a posição que tem defendido e vai defender nas negociações e submeta a referendo o futuro tratado europeu.

O futuro de Portugal discute-se com os portugueses
EXIGIMOS O REFERENDO
Os compromissos eleitorais são para cumprir, com lealdade

Se nos unirmos na defesa destes objectivos, dificilmente se repetirão os erros do passado, arrastando os portugueses e o futuro deste país para uma aventura que só alguns conhecem, discutem e decidem, mas que nos afecta a todos.

Não procuro protagonismo, apenas peço ajuda na divulgação desta campanha que a blogosfera pode lançar, mobilizando a opinião pública para a defesa de direitos que não podem ser alienados ou esquecidos.

Um abraço solidário

 

Escrito por manuelmgaio em 18:43:33 | Link permanente | Comments (5) |

Adivinhações?

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Estas são as notícias:

Ministro da Saúde acusa ex-directora de "deslealdade" e "incapacidade"

O ministro da Saúde justificou hoje a exoneração da ex-directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho com a sua "deslealdade" e "incapacidade" para o cargo, depois de não ter mandado retirar um cartaz com um comentário considerado jocoso por Correia de Campos.

A ex-directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho refutou hoje as acusações de "deslealdade" e "incapacidade" feitas pelo ministro da Saúde, afirmando que o governante "falta à verdade".

E esta é história contada no  ...bl-g- -x-st- :

“Novelas do Minho 

O Dr. António Salgado Almeida, médico no Centro de Saúde de Vieira do Minho e vereador da CDU na Câmara Municipal de Guimarães tem andado algo deprimido ultimamente. Compreende-se, porque a vida não tem corrido de feição aos comunistas.
No íntimo, porém, conserva o juvenil espírito revolucionário que o tornou conhecido na terra, de modo que, corria o mês de Outubro do ano passado, não resistiu à tentação de fazer pilhéria com uma das bombásticas afirmações que o Ministro da Saúde de vez em quando gosta de fazer para afirmar a sua importância.”

E continua, terminando assim:

“Se quisermos resumir a história em breves linhas, temos aqui um militante comunista que se vale da sua posição de médico para fazer propaganda política junto dos utilizadores do Centro de Saúde onde trabalha, de uma máquina partidária socialista com poder bastante para enredar o governo nas águas turvas da pequena política das vaidades locais, de um vereador do PS que intriga para roubar um cargo ocupado pela mulher de um militante do PSD e de um ministro suficientemente convencido e pouco esperto para se deixar envolver nesta novela minhota de faca e alguidar.
Juro que não tenho nenhum conhecimento directo ou indirecto do caso. Mas, se não foi assim que as coisas se passaram, poderia ter sido. E isso é o que interessa.”

Imaginação, adivinhação ou apenas confusão?

Escrito por manuelmgaio em 04:36:42 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira, Junho 29, 2007

A partir de agora, convém não esquecer!

Mais cheques em branco? Mais voto útil? Mais maiorias absolutas?

Escrito por manuelmgaio em 20:58:33 | Link permanente | Comments (0) |

O pico desta democracia

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Se o PS tivesse prometido fazer tudo o que está a fazer, com os resultados que estão à vista; se os eleitores tivessem previsto o que está a acontecer na administração pública, na educação, na saúde, na segurança social, no emprego e em todos os sectores de actividade; se os cidadãos soubessem previamente da redução dos seus direitos, do aumento de impostos directos e indirectos, do agravamento das suas condições de vida, acompanhado de um acréscimo de autoritarismo, seria perfeitamente natural que o PS apenas tivesse uma representação parlamentar proporcional à sua clientela política e à minoria de privilegiados que se sente satisfeita com a política deste governo, ou seja, uma pequena representação parlamentar.

Embora o ditado afirme que só à primeira qualquer quer cai … os sucessivos governos PS e PSD das últimas décadas demonstram o contrário.

Há, entretanto, factores novos a acrescentar: por um lado, parece que os doentes começam a sentir que podem morrer mais rapidamente do remédio que da doença, apesar da doença se ter agravado; por outro, só uma pequena maioria tem direito a quartos particulares com todas as comodidades, enquanto a esmagadora maioria é atirada para as grandes enfermarias e corredores, sem condições.

E, tal como o petróleo já atingiu o pico de Hubbert, "esta democracia” parece também já ter ultrapassado o seu pico, sem que os políticos que a defendem compreendam o efeito da função exponencial.

 

 

Escrito por manuelmgaio em 02:15:04 | Link permanente | Comments (1) |

Quinta-feira, Junho 28, 2007

O dever de lealdade.

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Aparece mais uma demissão por quebra do dever de lealdade.

E, afinal, de quem é que o principal dever de lealdade, por juramento solene e público? Quem deve dar o exemplo?

 

 

Escrito por manuelmgaio em 20:38:09 | Link permanente | Comments (0) |

Nem sempre a memória é curta

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O PM,

 

em vez de afirmar que o compromisso é para cumprir … a não ser que …

preferiu insinuar que o compromisso não é para cumprir … a não ser que …

 

Esquecendo-se que a Constituição (Artigo 115º) e a Lei Orgânica do Regime do Referendo permitem, julgo eu, que os cidadãos possam tomar a iniciativa.

E uma iniciativa deste género, associada à exigência de cumprimento dos compromissos eleitorais, pode vir a ter grande significado político.

Escrito por manuelmgaio em 13:11:57 | Link permanente | Comments (1) |

O Mistério da Saúde …

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Finalmente, foi divulgado o Relatório Final da Comissão para a Sustentabilidade do Financiamento do Serviço Nacional de Saúde. As propostas são tão gravosas para os portugueses que o governo achou por bem afirmar que “não haverá lugar, no presente mandato, à alteração do actual modelo de financiamento do sistema de saúde estando pois excluídas a criação de qualquer novo imposto, e alterações ao sistema de isenções das actuais taxas moderadoras”.

O relatório dá realce ao agravamento das despesas com a Saúde e à insuficiência de fundos, para fundamentar as medidas propostas. 

Mas há um mistério em tudo isto: a não ser que “as medidas do governo na área da saúde” estejam “a potenciar o crescimento do mercado” (afirmação confirmada, aliás, pelo rápido crescimento dos seguros de saúde) , como se explica o aparecimento de tantos hospitais, clínicas, e outros estabelecimentos de saúde privados se há tanta falta de fundos e de financiamento?

 

 

Escrito por manuelmgaio em 03:04:46 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, Junho 27, 2007

O custo da implementação da flexigurança é muito elevado?

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Não há problema, estamos já a aumentar a FLEXI e a reduzir a GURANÇA ...

Escrito por manuelmgaio em 17:35:56 | Link permanente | Comments (0) |

O buraco da agulha.

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E Jesus, vendo-o assim, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! (Lucas 18:24)  Pois é mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus! (Lucas 18:25)

Perante tais ensinamentos, compreende-se  o optimismo dos portugueses à medida que aumentam as desigualdades e a percentagem dos que vivem  abaixo do limiar da pobreza e justificam-se as notícias de exemplos de actos de benemerência na cultura e no desporto.

 

Escrito por manuelmgaio em 00:45:20 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, Junho 26, 2007

Que é feito da Europa dos cidadãos? (III) Os compromissos são para cumprir com lealdade?

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Entre os que se declaram contra o referendo, aparece agora o argumento curioso de que “a adesão, o Tratado de Maastricht, a adopção do euro não foram referendados”.

Realmente, este facto sempre me intrigou e nunca compreendi como foi possível tomar decisões tão importantes sobre o futuro de Portugal e dos portugueses no segredo das reuniões, à revelia dos principais interessados.

O euro, por exemplo, para a maioria de todos nós, é um dos principais responsáveis pelo aumento brutal do custo de vida e os portugueses foram pura e simplesmente colocados perante o facto consumado.

Será precisamente por tudo isto que “o PS entende que é necessário reforçar a legitimação democrática do processo de construção europeia, pelo que defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular, amplamente informado e participado, na sequência de uma revisão constitucional que permita formular aos portugueses uma questão clara, precisa e inequívoca.” - compromisso de governo para portugal/voltar a acreditar.

Salvo erro, o acto de tomada de posse de cada membro do governo começa assim: “Juro pela minha honra que cumprirei com lealdade…”. E, segundo vários dicionários da língua portuguesas, leal é o que não falta às suas promessas, que é sincero, franco, honesto, enfim, é o que tem todas as qualidades que justificam a confiança dada pelo voto popular.

O compromisso do referendo é para cumprir com lealdade?

 

Escrito por manuelmgaio em 17:42:17 | Link permanente | Comments (0) |
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