Por um novo alvorecer...

Que o sol brilhe para todos nós em 2008!

Que o sol brilhe para todos nós em 2008!



Ainda a propósito do BCP e da aparente promiscuidade entre a gestão pública e privada, fica-se com a sensação que os negócios do Estado podem servir para “alavancar” a “iniciativa privada”. A elevada concentração de capital e a rapidez com que se processou, parecem confirmar esta teoria.
Mas, sendo assim, levanta-se uma dúvida pertinente: a quem servem e para que servem as alavancas do poder?
Respondendo a esta pergunta poderá entender-se melhor a polémica à volta da nomeação do futuro presidente da CGD.
Há uns anos, em entrevista televisiva, o Dr. Silva Lopes afirmou que seria difícil assistir à prisão de um banqueiro em Portugal.
Lembrei-me desta afirmação a propósito dos presumíveis “ilícitos graves” e “ilícitos criminais” que se anunciam cometidos no BCP. É que, até agora, ouvi apelos aos accionistas para que resolvam os problemas internos, em contraste com a falta de exigência para que se investigue “até às últimas consequências”.

Este ano não houve Natal: a vaca está louca e não se segura nas pernas; os reis magos não puderam vir porque os camelos arranjaram todos bons tachos; o burro está na escola a dar aulas de substituição; Maria e José foram meter os papéis para o rendimento mínimo; a ASAE fechou o estábulo por falta de condições; o Tribunal de Menores ordenou a entrega de Jesus ao pai biológico.
Apesar de tudo, esperemos que 2008 seja melhor que 2007.
(agradeço a mensagem a quem ma enviou)

Para os eventuais leitores deste blog, é claro!

Até a UGT se lembra (aqui) das promessas do PS.
Será que o Ministro Vieira da Silva também se lembra das intervenções do Deputado Vieira da Silva na Assembleia da República e do militante e dirigente do PS Vieira da Silva nos comícios e reuniões eleitorais?

Para Belmiro de Azevedo (aqui) «Este referendo [ao Tratado Reformador da UE] é completamente supérfluo, porque les choses sont déjà faits, já está tudo resolvido».
Mas se está tudo resolvido e o referendo é supérfluo também será supérflua a aprovação pela Assembleia da República tornando supérflua a alínea i) do artigo 161º da Constituição da República.

Ainda me lembro de uma célebre entrevista de Freitas do Amaral afirmando que participara no governo presidido por Mário Soares “para acabar com o socialismo”. Como se sabe, Freitas do Amaral também fez parte do governo PS presidido pelo actual primeiro-ministro.
Pelo que se vê da evolução do PS, confirmada na elucidativa entrevista de José Sócrates ao “Libreration”, poderá deduzir-se que a tentativa teve algum resultado:
E, sobre si próprio e o seu percurso político, o entrevistado esclarece:

Pelo Jornal da Noite da SIC, ficámos a saber que o poder de compra dos portugueses voltou a baixar situando-se agora 25% abaixo da média europeia.
Será esta mais uma marca de “esquerda” deste governo do PS?